Clube da tpm

Andar com fé eu vou…

Texto: Débora Rubin, de São Paulo |12 de dezembro de 2011

Uma nova pesquisa sobre os efeitos da na saúde das pessoas mostra que ela age de forma diferente em homens e mulheres
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A não move montanhas, pelo menos não literalmente. Mas várias pesquisas já mostraram que ela tem o poder de trazer mais paz e serenidade à vida das pessoas, especialmente das que estão doentes. A novidade, revelada em um estudo da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, é que o efeito da fé e da espiritualidade parece ser diferente em homens e mulheres. A partir de um levantamento feito com 168 pessoas com mais de 18 anos, portadores de doenças crônicas, a pesquisadora Stephanie Reid Arndt, do departamento de Saúde e Psicologia, percebeu que, para os homens, os efeitos positivos apareciam mais claramente na saúde física. Já entre as mulheres, os benefícios estavam mais relacionados à saúde mental.

Dos 168 entrevistados, 61 sofreram traumatismo craniano, 32 tiveram infarto, 25 possuíam lesão na medula e 25, câncer. Os outros faziam parte do chamado “grupo de controle”. O estudo, publicado na íntegra no Journal of Religion, Disability & Health, revela que, enquanto as mulheres se beneficiam mais de práticas diárias, como o perdão, e usam seus conhecimentos religiosos para lidar com seus problemas e sentimentos, os homens se beneficiam do suporte social que recebem ao participarem das atividades religiosas, como ajudar a cuidar de igrejas ou dar assistência a padres e pastores. “Homens e mulheres têm relações diferentes com a espiritualidade”, explica a terapeuta jungiana Sônia Regina Fazzi Banhara. “As mulheres são naturalmente mais ligadas ao tema, daí os efeitos serem diferentes entre os gêneros”.

Estudos anteriores já tinham revelado os benefícios da fé. Uma pesquisa de 2006, feita pela também americana Universidade de Pittsburgh, provou que quem se espiritualiza vive mais. Outras duas pesquisas recentes, de 2010, mostraram que os homens e mulheres de fé lidam com os problemas sérios de forma mais leve e são menos ansiosos. “Quem se espiritualiza não tende a enxergar a dor e o sofrimento como um castigo, mas vê as dificuldades como parte natural da vida”, resume Sônia.

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